sexta-feira, 14 de junho de 2013

Material de Apresentação da Chapa 2


PORQUE É NECESSÁRIO MUDAR OS RUMOS DA ADUFRGS
MANIFESTO DA CHAPA 2
PELA RECUPERAÇÃO DA ADUFRGS HISTÓRICA!
       
Nos últimos anos, temos enfrentado a acelerada piora das condições de trabalho e vida do docente do sistema federal de ensino, a desconstituição da carreira, a descaracterização do salário (através de sua pulverização em diversas gratificações e parcelas) e a perda do poder aquisitivo dos aposentados. O ensino público federal vem se deteriorando, notadamente através do aumento da carga de trabalho docente. Vide, por exemplo, o crescimento desordenado do REUNI sem o respectivo aporte em infraestrutura e sem a contratação da totalidade dos docentes que haviam sido prometidos. Esse quadro se agrava com o Acordo assinado pelo PROIFES que redundou na Lei 12772/2012 e na MP 614, e que precarizou ainda mais o início da carreira docente.
Por que estamos trabalhando mais e mais, às custas de nosso bem-estar, das horas e dias de descanso, do convívio familiar e até mesmo da qualidade do ensino, da pesquisa, da extensão? Acumulamos tarefas porque a contratação de novos docentes está sempre aquém das necessidades, mas também porque estamos submetidos a uma lógica de competição institucional e por busca de recursos que nos pressiona a assumir encargos crescentes.
Não somos contra a expansão do ensino público federal, mas defendemos que ela não pode acontecer às custas da sua qualidade e da penalização do conjunto dos docentes. Na UFRGS o impacto da expansão de vagas em a devida contrapartida está desestruturando vários departamentos. Na UFCSPA o quadro não é muito diferente, mas implica em algumas especificidades com relação à carga horária e ao ajuste dos regimes de trabalho.
O Acordo de 2012 agravou ainda mais a precarização das condições de trabalho, na medida em que “congelou” os aumentos até 2015, fragilizando toda a categoria e, em especial, alguns níveis da carreira que, ante a perspectiva real de aumento da inflação, terão até mesmo a reposição do poder de compra do salário atual, já tão aviltado, comprometida.
Para a carreira do magistério do ensino básico, técnico e tecnológico (EBTT), na qual estão alguns docentes da UFRGS e os do IFRS, o Acordo de 2012 foi especialmente perverso. Por exemplo, a ampliação do interstício de 18 para 24 meses, significou perda real de possibilidade de progressão funcional para muitos. A cada seis anos na carreira, os professores EBTT perderam um nível de progressão funcional.
A Lei 12.772/12, resultante do acordo PROIFES, divide o magistério federal, ao não ter unificado as carreiras, e fragmenta seu poder reivindicatório, facilitando os ataques constantes no sentido da desestruturação das carreiras.
Entendemos que nada – nem filiação partidária, nem simpatias individuais por esse ou outro governo, nem o desejo de supostas conquistas imediatas –, nada pode levar uma entidade a abdicar de direitos tão básicos como a recomposição anual dos salários (garantida na Constituição Federal, apesar de ser sistematicamente desrespeitado), nem a aceitar a progressiva desconstituição da carreira pela fragmentação dos vencimentos, nem que uma nova carreira seja imposta às custas da perda de direitos.
Estamos insatisfeitos com os rumos tomados pela atual diretoria da ADUFRGS, rumos que, por um lado, subestimam ou ignoram os ataques aos docentes e à educação pública federal e, por outro lado, minam a unidade da categoria. No movimento paredista de 2012 evidenciou-se uma postura autoritária e antidemocrática, que tentou reiteradamente subtrair dos docentes a possibilidade de realizar construções coletivas com autonomia e evitar, a todo custo, o debate face a face que deveria estar na base da prática associativa sindical democrática. O novo estatuto proposto e aprovado conseguiu materializar a ideia de um sindicato virtual e politicamente estéril, o que nega e remete ao esquecimento da trajetória histórica de luta da ADUFRGS.
Entendemos que a defesa de nossos direitos e do ensino público federal requer um Sindicato autônomo e participativo, que unifique todos os docentes em lutas conjuntas. Precisamos de uma ADUFRGS forte, unificada e democrática.     


PROGRAMA CHAPA 2 - OPOSIÇÃO
PELA RECUPERAÇÃO DA ADUFRGS HISTÓRICA!
1.    Revalorização e resgate da história da ADUFRGS, entidade que sempre se pautou pela independência de governos e partidos, centrando-se na defesa das condições de trabalho do docente e da educação pública gratuita e de qualidade.
2.    A Direção deve ser meramente um órgão catalisador da vontade coletiva dos filiados, deixando que a própria categoria construa e defenda a sua pauta de lutas: revalorização do debate democrático e presencial entre os docentes filiados, como forma politicamente genuína de construção das lutas de interesse da categoria.
3.    Rearticulação da ADUFRGS com as entidades nacionais do setor de educação e de outros setores sindicais de servidores públicos, com uma postura de autonomia frente a governos e partidos, sem submissão, substituição ou anulação da vontade da categoria.
4.    Reaproximação física da ADUFRGS com os seus associados, valorizando a praticidade dos canais virtuais de comunicação, mas sem transformá-los em substitutos da vida política, cultural e associativa que deve marcar a atividade sindical. A reaproximação física envolve cultivar o diálogo e a escuta dos associados.
5.    Revalorização das atividades culturais que também devem marcar a vida associativa e sindical, estimulando manifestações artísticas e colocando em debate o uso dos próprios espaços físicos da ADUFRGS para o convívio dos associados.
6.    Garantia de transparência na administração dos recursos do Sindicato, com a abertura das contas aos associados e a divulgação dos balanços contábeis.

NOMINATA
Presidente: Pedro de Almeida Costa – Escola de Administração
1º. Vice Presidente: Eder Silveira – UFSCPA
2º. Vice Presidente: Maria Elly Herz Genro- FACED
1º. Secretário: Sueli Maria Goulart Silva – Escola de Administração
2º. Secretário: Raimundo Helvécio Almeida Aguiar –FACED –aposentado
3º. Secretário: Aron Taitelbaum – Instituto de Matemática –aposentado
1º. Tesoureiro: Laura Verrastro Vinas – Instituto de Biociências
2º. Tesoureiro: Cândido Silveira de Souza - ex-ECT, hoje Campus POA do IFRS - aposentado
3º. Tesoureiro: Cristina Amélia Pereira de Carvalho – Escola de Administração




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