quarta-feira, 26 de junho de 2013

Para quem perdeu o ADUFRGS NO AR na rádio da universidade!

Para quem perdeu o ADUFRGS NO AR do dia 25 de junho às 13hs, na rádio da universidade, segue a fala do candidato da Chapa 2 - OPSIÇÃO - Pela recuperação da ADUFRGS histórica!

Os candidatos das duas chapas foram entrevistados mas os áudios AINDA não estão disponíveis no site da rádio, no link http://www.ufrgs.br/radio/programas/ADUFRGS.MP3 

Hoje a chapa 2 pediu urgência na publicação dos áudios para que os associados e associadas possam escutar as duas falas....já que não houve o DEBATE solicitado pela Chapa 2 desde o dia 13 de junho de 2013.

Segue a fala da Chapa 2:

LOC – Na quinta-feira acontecem as eleições para a escolha da
diretoria da ADUFRGS-SINDICAL para a gestão da entidade durante o
triênio 2013/2016./ Concorre à presidência pela
chapa DOIS o professor da Escola de Administração da UFRGS, PEDRO DE
ALMEIDA COSTA./ O programa de hoje traz a participação dos dois
candidatos, que falam sobre as propostas de suas chapas para a próxima
gestão do sindicato.///

Qual é o modelo de sindicato defendido pela sua chapa?
Boa tarde Vicente, boa tarde a todos ouvintes, associados e associadas da ADUFRGS, ativos e aposentados

Nós da chapa 2 Queremos um sindicato que

  Em primeiro lugar defenda a categoria de docentes do sistema federal de ensino em Porto Alegre e os seus interesses, e não os interesses de um governo, de um partido. A Chapa 2 se lançou como uma alternativa de sindicalismo desatrelada de partidos e das suas intenções. Achamos legítimas essas lutas, mas no espaço sindical esse atrelamento significa uma subordinação da luta docente a objetivos político-partidários e de governos, como aconteceu no movimento grevista de 2012 quando a atual direção do sindicato e da federação a que ele está vinculado foram as mais ferrenhas defensoras da proposta de acordo do governo. Isso é, no mínimo, indesejável para um sindicato.
2.    Em segundo lugar, queremos um sindicato aberto, sim, à modernização dos canais de relacionamento com o seu associado e associada, mas essa modernização dos relacionamentos não pode querer SUBSTITUIR a relação política – no seu sentido estrito – face a face, de encontros, debates, de escuta dos anseios e posições de todos e todas. Temos visto ultimamente na ADUFRGS a prática de apresentação de procurações e de votações digitais à distância, agora consagradas de vez no estatuto recém aprovado dia 16 de maio. São modos legítimos de participação e que reconhecemos como tais, mas como complemento dos debates presenciais que uma relação sindical requer
3.    
Nossa chapa representa o modelo de sindicato que queremos: temos companheiros históricos da ADUFRGS, até um de seus 22 fundadores, lado a lado com pessoas jovens e novas dentro do sistema federal de ensino, como eu mesmo, que nunca tive participação na estrutura sindical da ADUFRGS – apenas na condição de associado, participando dos debates e assembleias – mas que têm uma vontade enorme de tentar reconstruir um sindicato renovado, arejado e independente
ESSA É A NOSS IDEIA DE SINDICATO

O que a sua chapa propõe para a gestão da ADUFRGS no triênio 2013/2016?

Há lutas muito importantes no horizonte da categoria docente que precisam de um sindicato unido, forte, atuante, plural e que defenda única e exclusivamente a categoria:
1             Defesa dos aposentados, que depois de contribuírem com toda sua vida para a docência se vêem hoje numa condição vulnerável e não são tratados como colegas da categoria, e sim como servidores públicos aposentados e desvinculados dos rumos e das questões atuais da carreira;
2             Carreira EBTT: há ainda sérias distorções que, nosso entendimento, estão deixando de ser atendidas porque ainda a tratamos como carreira distinta do magistério superior, enfraquecendo a luta e a nossa capacidade de pressão sobre o governo. As eventuais particularidades de pautas e demandas não podem impedir as mesas conjuntas de negociação. Há um princípio básico de política, de fortalecimento recíproco que se violenta quando tratamos como carreiras separadas
3             Aposentadoria e novos regimes previdenciários: há um número significativo de novos docentes entrando nas universidades e no IF, sob diferentes regras previdenciárias, mas com uma coisa em comum, que é a crescente precarização das condições de aposentadoria; Essa situação é SIMPLESMENTE alarmante.
4             Há também uma pulverização de diferentes rubricas na remuneração docente e uma inconsistência no plano de carreira, com degraus absurdamente diferentes de crescimento da remuneração à medida que o docente progride. Essas situações não foram sequer discutidas pelo governo com o movimento docente na greve de 2012, apesar de uma das federações de sindicatos que negociava com o governo afirmar que esse foi o melhor acordo da categoria nos últimos anos e o melhor obtido entre todas as categorias de servidores federais que fizeram greve naquele mesmo período. A própria discussão de uma data-base para a categoria, direito básico numa relação trabalhista, jamais entrou na pauta do governo e dessa federação...
5             Há uma total falta de diálogo do governo com a categoria para a construção do processo de expansão do ensino técnico e superior no Brasil. É evidente que a categoria docente é a favor da expansão do ensino público, GRATUITO E de qualidade, mas ela não pode acontecer sem sanar as condições atuais de sobrecarga, de carência de infra-estrutura, de escassez de recursos para pesquisa e extensão, entre outros aspectos que perpassam a situação atual. Eu mesmo atuo num curso REUNI que não está contratando todos os professores que deveria, comprometendo a qualidade do que está sendo ofertado e sobrecarregando outros colegas.

Além dessas lutas, ou mesmo para reforçá-las, queremos um sindicato que se articule com outras lutas sindicais locais e nacionais em defesa de questões não somente ligadas à educação, mas também de outros assuntos de interesse nacional.

Os atuais movimentos de rua, por exemplo, requerem um processo de reflexão e sinalizam desejos sociais de mudança e transformação, e isso é um debate do qual a prática sindical não pode se afastar. 

Por exemplo, o que será que a sociedade brasileira pensa da universidade e dos IFs públicos que existem? Nós estamos atendendo a demandas sociais de desenvolvimento econômico, político, social, ambiental, cultural? Como o docente, a universidade e o IF se inserem nesse debate? Pensamos que um sindicato não pode ficar alheio a essas questões macrossociais.
Enfim, queremos um sindicato renovado mas que não perca sua tradição

Nesse sentido, convidamos o associado e associada que nos escuta a conhecer nosso programa e nossas propostas no blog http://chapa2adufrgs2013.blogspot.com.br/ ,
ou no perfil do facebook (Chapa 2 adufrgs 2013 oposição),


E a interagir conosco, nos procurar e, se entender que essas propostas atendem ao que ele ou ela pensa a respeito da Adufrgs, que nos confie o seu voto e converse com seus colegas, pois esse momento é histórico para a associação, que fez 35 anos esta semana e precisa ter a sua história de lutas resgatada!

Um comentário:

  1. AGORA JÁ ESTÁ NO AR O PROGRAMA PARA SER ESCUTADO COM AS PROPOSTAS

    ACESSE http://www.ufrgs.br/radio/programas/ADUFRGS.MP3

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