Há exatamente 35 anos, em 17 de junho de 1978, numa
fria tarde de um sábado, fiz parte de um grupo de 22 professores que criaram a Associação
de Docentes da UFRGS.
Fui segundo vice-presidente da primeira diretoria e
participei da campanha pela reintegração dos professores que haviam sido
cassados pela ditadura militar e das inesquecíveis campanhas salariais daqueles
primeiros anos. Quando fundamos a ADUFRGS, pretendíamos criar uma
entidade que representasse e defendesse os direitos de todos os professores da UFRGS
sem quaisquer discriminações. Por isso incluímos os ativos e os
aposentados, bem como os então chamados colaboradores ou horistas, hoje ditos
substitutos, e aqueles que foram expurgados pelo regime de exceção.
Esse princípio se refletiu no fato de que, nas lutas salariais, a principal
reivindicação sempre fosse um reajuste linear que, pelo menos, recompusesse o
poder aquisitivo de todos os docentes.
Por acreditar no resgate desse princípio de solidariedade
entre todos os docentes da UFRGS e, hoje, também do IFRS e da UFCSPA na
necessidade de lutarmos por uma recomposição salarial anual, prometida pela
constituição em vigor, aceitei participar da chapa 2, presidida pelo jovem
professor Pedro de Almeida Costa, chapa esta que está comprometida com esses
ideais.
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