Saímos felizes do curtíssimo processo
eleitoral encerrado ontem, por termos afirmado uma posição política de
oposição ao modo como o sindicato tem sido gerido. Nosso programa demonstrou a
vontade de resgatar o convívio direto e nossa rejeição a um processo que
chamamos de “esterilização política”, na medida em que reduz os conceitos de
democracia e de participação a quantidades de procurações e de votos virtuais, e
suprimindo o debate de ideias.
Insistimos na realização de debates na
campanha, mas nossos pedidos não foram considerados pela Junta Eleitoral, que
“subentendeu” que as breves mensagens radiofônicas do “ADUFRGS NO AR” os
substituíam. Publicamos de forma transparente a forma como nos comunicávamos
com a Junta Eleitoral e como fazíamos a nossa campanha junto aos associados,
quase sem recursos e sem recorrer a expedientes mal intencionados, porque
acreditamos na política honesta e transparente.
Esperamos que os associados representados
pelos 24% de votos válidos da Chapa 2 não sejam considerados durante a próxima
gestão uma mera “minoria quantitativa” ou “residual”, mas que a sua posição de
contrariedade ao modo como têm sido conduzidas questões importantes para a
nossa categoria encontre espaço
real de diálogo e negociação.
Queremos acreditar que a gestão que assumirá respeitará o contraditório e abrirá diálogo para repensar os destinos da
ADUFRGS e da condução das importantes lutas que se apresentam no curto prazo, decorrentes ainda de
um acordo de 2012 que nós avaliamos como incapaz de atender às reais demandas
dos docentes representados.
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